Daniel Dias, bicampeão do Laureus

Matéria do site da ESPN

Na primeira vez que o Prêmio Laureus foi realizado no Brasil, na noite desta segunda-feira, um atleta brasileiro conseguiu fazer a festa dos donos da casa e levar uma estatueta do “Oscar do Esporte”. A expectativa maior era em cima de Neymar, mas foi o nadador Daniel Dias quem brilhou e conquistou pela segunda vez o troféu de melhor atleta com deficiência, “roubando” do atacante do Santos o posto de protagonista nacional do evento.
Derrotado pelo tenista britânico Andy Murray na categoria Revelação, Neymar foi embora do Theatro Municipal do Rio de Janeiro antes do final da cerimônia. Pouco antes disso, Daniel Dias subiu ao palco para receber a estatueta das mãos do ex-jogador holandês Ruud Gullit e discursou em frente a celebridades, esportistas e autoridades de todo o mundo. Depois, ainda posou para fotos e compareceu à entrevista coletiva dos vencedores da noite.

                                                                                                                                  Getty

O nadador brasileiro Daniel Dias recebeu o prêmio Laureus das mãos de Ruud Gullit, nesta segunda, no Rio de Janeiro
                                                                                            Daniel Dias recebeu o prêmio de Ruud Gullit

Aos jornalistas, Daniel Dias não escondeu a sua felicidade pelo feito inédito entre brasileiros, já que ele é o único nome do país a ganhar duas vezes o Laureus. E o dono de seis medalhas de ouro na Paraolimpíada de Londres-2012, além de ter quebrado seis recordes mundiais, aproveitou o momento para pedir mais espaço aos atletas paralímpicos no Brasil.

“Acho que essa conquista veio para coroar um ano que foi incrível, não só para mim, mas para o esporte paraolímpico brasileiro. A gente não gosta de comparação, a gente só quer conquistar nosso espaço, e com essa conquista a gente mostra que somos atletas e ponto. Fico feliz com o prêmio, mas fico mais feliz de mostra o valor do esporte paralimpico no Brasil”, afirmou Daniel Dias, que viu com bons olhos ao ser questionado sobre a possibilidade competições para deficientes serem incluídas em grandes torneios nacionais, como o Troféu Maria Lenk.