Vela Paraolímpica, um sonho do Projeto Água Viva

O Projeto Água Viva foi uma iniciativa pioneira de vela para deficientes físicos. Nascida na associação entre de vela Classe Day Sailer e o clube paradesportivo superação, tornou-se o embrião do programa de vela paraolímpica brasileiro.

O Projeto Água Viva desde 1999 vem proporcionando condições de treinamento e competição para atletas com diversos tipos de deficiências físicas, como amputação, paraplegia, tetraplégica, paralisia cerebral, seqüelas de pólio etc. Nesses vários anos de atividade criou um sistema de iniciação ao esporte e treinamento avançado auto sustentável, baseado no trabalho de profissionais da vela, voluntários e dos próprios atletas paraolímpicos, todos trabalhando juntos para a captação e formação de novos velejadores paraolímpicos.

A sede do projeto em São Paulo fica nas dependências do ASBAC (Associação dos Servidores do Banco Central) um agradável clube náutico às margens da Guarapiranga, sede da vela paraolímpica de São Paulo desde 2005 e importante parceiro nos eventos e competições do esporte. Participam dos programas de treinamento velejadores da Clube Superação alem de outras entidades.

Atualmente, a semelhança das paraolimpíadas, o projeto Água-Viva possui três categorias de vela:
2.4mR: Competição em veleiros pequenos e individuais semelhantes aos utilizados nas paraolimpíadas. Nessa classe de vela os velejadores competem individualmente, o barco é bastante técnico e difícil de velejar. Atualmente temos 2 desses barcos usados em nossos treinamentos e competições realizadas na represa de Guarapiranga.

Equipe de 3: Na classe internacional Sonar competem 3 velejadores paraolímpicos com diferentes tipos de deficiências, Cada velejador da equipe submete-se a uma avaliação física e funcional, recebendo uma pontuação de 1 a 7,  em função da severidade das suas deficiências, sendo que as deficiências severas recebem pontuação menor. A soma dos pontos dos 3 integrantes da equipe não deve passar de 14 pontos. No Projeto Água Viva nossas equipes de 3 treinam e competem em um barco construído no Brasil especificamente para esse fim, chamado POLI-19.

Dupla mista: As equipes de 2, composta por um velejador com deficiência severa e obrigatoriamente com uma velejadora, competem nas competições internacionais com um veleiro adaptado chamado SKUD-18. No Brasil nossas duplas mistas treinam e competem com barcos POLI-19 adaptados de forma a se assemelharem ao SKUD-18. O projeto Água Viva foi pioneiro nessa categoria de vela e formou as primeiras equipes que participaram de competições nacionais e internacionais, inclusive classificando o Brasil nas paraolimpíadas de Londres em 2012.

Fotos

1: Premio Grascon-Superação 2000- Primeira regata paraolímpica realizada no Brasil

Vela

 

2: Campeonato Brasileiro de 2.4mR em 2009 – Guarapiranga – SP

Campeonato Brasileiro de 2.4mR em 2009 – Guarapiranga – SP

Campeonato Brasileiro de 2.4mR em 2009 – Guarapiranga – SP