Brasil já tem seu Chefe de Missão para Londres 2012

Diretor técnico do CPB, Edilson Rocha Tubiba, irá comandar a delegação brasileira nos Jogos Paraolímpicos do ano que vem
Brasil já tem seu Chefe de Missão para Londres 2012

Serão cerca de 180 atletas, numa delegação composta por aproximadamente 300 pessoas, que irão representar mais de 193 milhões brasileiros em Londres, nos Jogos Paraolímpicos de 2012. Para comandar todo esse pessoal, garantindo as melhores condições para que o Brasil tenha excelentes resultados na competição, foi escolhido como chefe de missão o diretor técnico do Comitê Paraolímpico Brasileiro (CPB), Edilson Rocha, o Tubiba.

“Para mim é uma grande honra exercer essa função em um momento de crescimento do esporte. Participei de toda a preparação do Brasil para Pequim (2008), fiz parte da delegação em Atenas (2004). É uma grande glória poder ser chefe de missão do Brasil em Londres 2012. Estou bastante empenhado em garantir aos atletas toda a tranqüilidade, conforto e melhor estrutura possíveis para que tenham um bom desempenho nos Jogos”, afirma.

Com a meta ambiciosa de saltar do nono lugar no quadro geral de medalhas dos Jogos Paraolímpicos de Pequim 2008, para o sétimo em Londres, o Brasil chegará mais cedo na Grã Bretanha para a aclimatação. Todas as Seleções Brasileiras ficarão instaladas em Manchester, com toda a estrutura para que os atletas façam os últimos reparos antes das Paraolimpíadas.

“Esse processo de aclimatação para as seleções será muito importante para o desenvolvimento do planejamento que o CPB traçou”, reforça Tubiba.

Para o presidente do CPB, Andrew Parsons, a escolha de Tubiba não podia ser mais acertada.

“Ele tem toda a experiência e conhecimento que a função exige. Além de conhecer bem o esporte paraolímpico, Tubiba tem um excelente relacionamento com os atletas e já chefiou outras missões em Mundiais e competições internacionais”, diz.

Linha do tempo 
A história de Edilson Rocha, o Tubiba, com o paradesporto começou em 1998. Árbitro de basquetebol, ele foi convidado a ser mesário de uma partida de apresentação de basquete em cadeira de rodas nos Jogos Escolares do Estado de São Paulo, na cidade de Itatiba, entre as equipes AEDREHC e Águias da Cadeira de Rodas.

“Me encantei com o jogo e com o trabalho realizado por eles”, lembra.

A partir daí, o contato com o esporte adaptado só aumentou. Além de trabalhar na supervisão técnica de modalidades e na elaboração de novos projetos do Clube dos Paraplégicos de São Paulo, Tubiba foi convidado a ser diretor técnico da Federação Paulista. Em 2003, o Comitê Paraolímpico Brasileiro (CPB) realizou um Open Internacional de Atletismo e Natação na cidade de São Paulo e convidou o Clube dos Paraplégicos de São Paulo para ajudar na organização local.

“Fui o responsável pelo serviço de organização por parte de São Paulo e indicado pelo diretor técnico do CPB na época, o professor Kleber Veríssimo, para trabalhar com o CPB em outros eventos. Eu acabei trabalhando no Parapan de Tênis de Mesa realizado em Brasília no ano de 2003 e também nos Jogos Parapanamericanos de Mar Del Plata do mesmo ano”, conta.

No inicio de 2004, Tubiba foi convidado pelo presidente Vital Severino Neto para trabalhar no CPB como coordenador técnico. Aceitado o convite, ele atuou ao lado de Kleber em toda a preparação da Delegação Brasileira para os Jogos Paraolímpicos de Atenas 2004.

Em 2006, a estrutura técnica do CPB foi reformulada e criada novas coordenações, onde Tubiba foi convidado a assumir a diretoria técnica.

“Eu fiquei no cargo até fevereiro de 2008, quando sai do CPB. Fiquei um ano fora do Comitê, mas continuei trabalhando no Esporte Paraolímpico como funcionário do Comitê de Candidatura aos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos Rio 2016. No ano de 2009, Andrew Parsons foi eleito presidente do CPB e me convidou a retornar ao CPB como diretor técnico, mais uma vez aceitei de imediato e estou a aqui até hoje”, comenta.