Panamericano de Rugby em Cadeira de Rodas já começou para o Brasil

A Associação Brasileira de Rugby em Cadeira de Rodas (ABRC) divulgou nesta segunda-feira, 25, a relação oficial de convocados para o maior campeonato de Rugby em CR das Américas. O Pan da modalidade chega à sua segunda edição este ano e conta com seis participantes (Argentina, Brasil, Canadá, Colômbia, Estados Unidos e México).

A competição vale vaga nos Jogos Paraolímpicos de Londres 2012 e por isso é considerada a mais importante do continente. Caso os EUA se sagrem campeões, a vaga vai para o segundo colocado, uma vez que os americanos já têm vaga garantida porque são os atuais campeões mundiais.

Em 2009, a cidade-sede foi Buenos Aires e o apoio da torcida fez a diferença para a seleção argentina, que conseguiu vaga para o Mundial de 2010, que aconteceu no Canadá. Neste ano, a capital colombiana, Bogotá, é que receberá a competição, entre os dias 18 e 25 de setembro. O Brasil levará sua seleção e espera melhorar o resultado obtido em 2009, quando foi quarto colocado. Veja abaixo um breve histórico de cada seleção participante:

mini bandeira argentinaArgentina
Única seleção latino-americana que participou do Mundial de 2010, em Vancouver (Canadá). Conseguiu a classificação após vencer o Brasil na disputa pelo terceiro lugar no Panamericano de 2009, em Buenos Aires.

mini bandeira brasilBrasil
Apesar de relativamente novato na modalidade, é o país que tem o melhor programa de desenvolvimento do Rugby em Cadeira de Rodas na América Latina, segundo a IWRF (Federação Internacional de Rugby em Cadeira de Rodas). Foi país-sede do Maximus 2009, importante competição do calendário internacional e que tem como principal objetivo difundir a modalidade.

mini bandeira canadáCanadá
É medalhista de prata nas Paraolimpíadas de Atlanta 1996 e Atenas 2004 e conquistou o bronze em Beijing 2008.
mini bandeira colômbiaColômbia
A maior conquista da seleção foi o terceiro lugar obtido no Maximus 2010, que aconteceu no México. Será o país-sede desta edição do Panamericano e foi também sede da primeira edição do Maximus, em 2008.

mini bandeira euaEstados Unidos
Os americanos são os atuais campeões mundiais e são donos de três medalhas de ouro paraolímpicas: Atlanta 1996, Sydney 2000 e Beijing 2008.

mini bandeira méxicoMéxico
É a seleção mais nova das Américas. Sua estreia na modalidade aconteceu no Maximus 2010, que ocorreu em seu próprio país.

Na semana passada, após o Campeonato Brasileiro de Rugby em CR, foi divulgada uma lista com os 16 atletas pré-convocados para a seleção brasileira. Nesta segunda, 25, a relação é dos 10 atletas que vão à Bogotá representar o Brasil. Os outros seis podem ser chamados a qualquer momento em caso de lesão de outros atletas e, portanto, devem estar em dia com a documentação necessária. Confira abaixo quem vai integrar a seleção:

Atletas
Alexandre Keiji Taniguchi (Adecamp/SP)
Alexandre Vitor Giuriato (Adecamp/SP)
Bruno Damaceno Ferreira (Adecamp/SP)
Fabio Alves Ferreira (Adecamp/SP)
Gilson Dias Wirzma Junior (Andef/RJ)
Guilherme Figueiredo Camargo (Santer/RJ)
Helder Ribeiro Prado Junior (Tigres/SP)
Marcilio Nunes dos Santos (Tigres/SP)
José Raul Guenther Schoeller (Omda/SC)
Rafael Hoffmann (Omda/SC)

Técnico: Rafael Botelho Gouveia (Adecamp/SP)

Entenda a modalidade

Quadras de basquete são utilizadas no rúgbi em cadeira de rodas, ao contrário dos campos de grama convencionais. As dimensões são as seguintes: 15m de largura por 28m de comprimento. A quadra é dividida em duas áreas. Há um círculo central e duas áreas-chave (um tipo de “grande área”), que ficam à frente das linhas de gol. Os jogadores de ataque só podem ficar dentro da área-chave por máximo de dez segundos, enquanto três jogadores de defesa têm o direito de permanecer no local por tempo indeterminado. A entrada do quarto jogador na área-chave resulta em uma penalidade (falta).

O objetivo do rúgbi é realizar gol, delimitado por duas barras verticais na linha de fundo da quadra. Entretanto, para fazê-lo é preciso passar a linha de gol adversária com duas rodas da cadeira. Em ambas situações, o atleta deve obrigatoriamente segurar a bola. O início do jogo funciona como no basquete: dois atletas permanecem dentro do círculo central na disputa pela bola, jogada ao alto pelo árbitro. Os atletas podem conduzí-la sobre suas coxas, passá-la para um companheiro de time ou quicá-la. O jogador pode ter a posse da bola por tempo indeterminado, mas precisa quicá-la pelo menos uma vez a cada 10 segundos. O time que tem a posse da bola não pode demorar mais de 12 segundos para entrar no campo do oponente e 40 segundos para finalizar a jogada. Esta medida visa tornar a modalidade o mais dinâmica possível.

As partidas são divididas em quatro períodos de oito minutos cada. Entre o primeiro e o segundo quarto, há uma pausa de um minuto. Assim também ocorre entre a terceira e a última etapas. Do segundo para o terceiro período, cinco minutos são dados para o intervalo. Caso o jogo termine empatado, uma prorrogação de três minutos é disputada. Durante o tempo normal, assim como no basquete, cada time tem direito a dois tempos técnicos e cada atleta tem direito a quatro tempos de 30 segundos. Na prorrogação, um tempo técnico fica disponível para ambas as equipes.

Fonte: CPB