Regional de Bocha Paraolímpica começa nesta sexta em JP

João Pessoa vai sediar neste final de semana o Campeonato Regional de Bocha Paraolímpica 2011, organizado pela Secretaria de Juventude, Esporte e Lazer (Sejel), em parceria com a Associação Nacional de Desportos para Deficientes (Ande). O evento conta com o apoio do Comitê Paraolímpico Brasileiro (CPB).

A abertura acontecerá nesta sexta-feira (17), às 17h, no hotel Ouro Branco, onde haverá palestras e cursos voltados para a modalidade ministrados por profissionais da Ande. Já as competições ocorrerão no sábado (18), das 8h às 16h, e domingo (19), das 8h às 10h, no ginásio do Unipê.

O gerente de Esporte para a Pessoa com Deficiência da Sejel, Jean Klaud, informou que cerca de 30 entidades de vários estados do Nordeste estarão participando do evento. “Estaremos recebendo aproximadamente 50 paraatletas da nossa região. Será a primeira vez que a Paraíba sediará um evento desse porte no que diz respeito a esporte paraolímpico”, disse Jean.

Ele destacou que a bocha integrou o calendário dos Jogos Escolares e Paraescolares neste ano de 2011. “Este esporte foi incluído nos Jogos Paraescolares realizados pelo Governo do Estado. Na Paraíba, já existem mais de 50 pessoas que praticam o esporte”, concluiu. Além da bocha, nos Jogos Paraescolares deste ano houve as disputas do Goalball e ainda o atletismo paraolímpico, onde os campeões têm direito de participar das Olimpíadas Paraescolares.

Bocha – O esporte estreou no programa paraolímpico oficial em 1984, na cidade de Nova Iorque, com disputas individuais no feminino e masculino. Em Atlanta (1996), foi incluído o jogo de duplas. A primeira medalha paraolímpica brasileira veio no Lawn Bowls, um tipo de bocha na grama. Robson Sampaio de Almeida e Luiz Carlos “Curtinho” ganharam prata em 1972, nos Jogos de Heidelberg, Alemanha.

Competem na bocha paraolímpica paralisados cerebrais severos que utilizem cadeira de rodas. O objetivo do jogo é lançar bolas coloridas o mais perto possível de uma bola branca chamada de jack (conhecida no Brasil como bolim). É permitido o uso das mãos, dos pés ou de instrumentos de auxílio para atletas com grande comprometimento nos membros superiores e inferiores. Há três maneiras de se praticar o esporte: individual, duplas ou equipes.

Antes de começar a partida, o árbitro tira na moeda (cara ou coroa) o direito de escolher se quer competir com as bolas de couro vermelhas ou azuis. O lado que escolhe as vermelhas inicia a disputa, jogando primeiro o jack e uma bola vermelha. Depois, é a vez da bola azul entrar em ação. A partir de então, os adversários se revezam a cada lance para ver quem consegue posicionar as bolas o mais perto possível do jack. As partidas ocorrem em quadras cobertas, planas e com demarcações no piso. A área do jogo mede 6m de largura por 12,5m de comprimento.

Para ganhar um ponto, o atleta tem de jogar a bola o mais próximo do jack. Caso este mesmo jogador tenha colocado outras esferas mais próximas do alvo, cada uma delas também vale um ponto. Se duas bolas de cores diferentes ficam à mesma distância da esfera branca, os dois lados recebem um ponto. Vence quem acumula a maior pontuação.

Secom-JP