Adestramento Paraequestre: Trio brasileiro está pronto para disputas na Europa

Os cavaleiros Marcos Alves (o Joca), Vera Mazzilli e Sérgio Oliva estão prontos para mais um desafio em busca da vaga para os Jogos Paraolímpicos de Londres-2012. O trio, que ficou entre os cinco melhores no individual e por equipes, em abril, no Open de Adestramento Paraequestre de Deauville (França), volta à Europa para outros dois Campeonatos Abertos da modalidade, que qualificam para as Paraolimpíadas.

Vera e Sérgio, ambos da classe 1A, embarcam neste domingo para Mulhouse (França), onde competem entre os dias 17 e 19 de junho. De lá eles encontram Joca, classe 1B, em Casorate Sempione (Itália), para disputa nos dias 30 de junho a 3 de julho.

Dono de duas medalhas de bronze nos Jogos Paraolímpicos de Pequim-2008, Joca está confiante e acredita que ele e os colegas voltarão ao Brasil com bons resultados.

“Todos nós temos treinado bastante. A vontade é ir lá e conseguir fazer o melhor para classificar o Brasil. Na competição passada (Deauville) fizemos boas notas e deu para ter uma noção. Agora, com essas e outras disputas ao longo do ano, acredito que conseguiremos a vaga para a equipe”, comentou.

Ele, que conseguiu 70.145% na última competição internacional, acredita que conseguirá melhorar sua nota.

“Estamos com boas notas e tenho certeza de que iremos melhorá-las. A Vera fez 67.500% e o Sérgio 64.118%. Quando as competições qualificatórias terminarem, será considerada a nota mais alta. O nosso objetivo é fazer o maior número de pontos para classificarmos a equipe”, revelou.

– A modalidade

Única modalidade do hipismo do programa paraolímpico, o adestramento paraequestre é a oitava disciplina esportiva da Federação Equestre Internacional (FEI), sendo praticada por pessoas com necessidades especiais.

Os benefícios da equitação terapêutica são conhecidos desde 460 a.C. e sua prática foi adotada nos países europeus ao longo da história. A partir da década de 1970, no entanto, esta forma de reabilitação física e social de pessoas com alguma deficiência ganhou também o status de competição por iniciativa de países como Escandinávia e Grã-Bretanha.

Em 1984, a modalidade foi apresentada nas Paraolimpíadas de Nova Iorque. No entanto, o número insuficiente de participantes tirou o esporte das edições dos Jogos de 1988, 1992 e 1996, retornando em 2000, em Sidney.

Hoje, o adestramento paraequestre marca presença em 40 países e é praticado por atletas com diferentes tipos de deficiência.

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