Cadeirante quebra 2 dentes e leva 7 pontos no supercílio depois de cair em desnível de valeta na rua

A cadeirante Maria Fernanda Zavanellade, de 27 anos, quebrou dois dentes e levou sete pontos no supercílio depois de cair na esquina da rua Amadeu 2º Querubini com  a Adib Buchala, no bairro São Manoel, em RioPreto (SP).

A cadeira de rodas em que ela  estava virou quando Maria Fernanda deixava uma clínica, por volta das 18h30 desta terça-feira (07). Uma das rodas da cadeira enroscou no concreto em desnível de uma valeta perto da calçada.

Além dos dentes quebrados e do corte no supercílio, a queda provocou escoriações no nariz dela, na maçã do rosto e no braço direito.

“Foi muito rápido. Estava chovendo no momento. Quando vi, ela já estava no chão”, conta a mãe, Sueli Zavanella, que acompanhava a filha na hora do acidente.

Maria Fernanda foi atendida na emergência do hospital Beneficência Portuguesa, de onde foi  liberada.

De acordo com a equipe médica que a atendeu, apesar do corte ter sido profundo, não houve  fratura nos ossos do rosto.

“A maioria das ruas e prédios públicos e privados não tem rampas para facilitar a entrada de cadeirantes. Quando existem, em  grande parte  estão sem as dimensões adequadas”, diz Sueli.

Maria Fernanda teve paralisia cerebral parcial por falta de oxigenação no momento do parto e, por isso, tem os movimentos nas pernas limitados.

Ela consegue caminhar distâncias curtas com a ajuda de aparelhos (parecidos com muletas), mas usa cadeira de rodas quando sai de casa.

Formada em letras pela Unorp (Centro Universitário  do Norte Paulista), ela está cursando pós-graduação na disciplina de inclusão social na Unirp (Centro Universitário de Rio Preto).

A universitária já escreveu três livros de poesias e eventualmente ministra palestras sobre superação em escolas e faculdades. Ela namora há um ano Renan, um maratonista paraolímpico, que dá aulas de matemática em São Paulo. Ele também teve paralisia cerebal parcial.

Reportagem publicada na segunda-feira pelo BOM DIA mostrou a falta de acessibilidade em prédios públicos de Rio Preto. A vereadora Alessandra Trigo (PSDB), que usa um triciclo para compensar limitações físicas de movimentos, tentou entrar, sem sucesso, em prédios das secretarias de Educação e da de Cultura.

Fonte: Rede Bom Dia