Futebol de amputados terá disputa inédita nesta terça-feira no Piauí

A primeira Paraolimpíada do Estado do Piauí está a todo vapor. E nesta terça-feira (07), será a vez da modalidade futebol de amputados ser o centro das atenções da competição. Dois times formados por pacientes do Centro Integrado de Reabilitação (Ceir) competirão e disputarão medalhas da Paraolimpíada Estadual, às 10h20, na quadra poliesportiva do Ceir.
Será a primeira competição desses atletas, num jogo  bonito de assistir, onde a palavra de ordem será superação. O futebol de amputados começou a ser praticado como uma necessidade da própria reabilitação desenvolvida no Centro Integrado. E o que começou tímido, com a presença de um ou outro atleta desconfiado, hoje é um grande sucesso.
O educador físico do Ceir, Childerico Robson, explica que, além de favorecer a reabilitação física do paciente, o futebol de amputados mostra para os próprios jogadores que mesmo com necessidades especiais, praticar qualquer tipo de esporte é sempre viável.
 “Não é porque as pessoas possuem só um membro inferior, por exemplo, que não podem praticar atividades como o futebol, que dão prazer e recompensas físicas. Quem for assistir vai ver um espetáculo bonito e envolvente”, diz Childerico, complementando que a meta do Ceir é a reabilitação – a participação de alguns atletas em competições surgiu naturalmente a partir do empenho e da vontade demonstrada por eles próprios.
Como a inclusão social é uma das metas do Ceir, o Centro dá todo o apoio possível para a participação dos seus pacientes-atletas, na certeza de que a conquista mais importante sempre é a própria superação.
Conquistas na natação
No último sábado (4), o destaque ficou para os atletas paraolímpicos que disputaram as provas de natação. No total, oito atletas do Ceir nadaram na competição, que contou com a participação de deficientes físicos, visuais e auditivos de todo o estado.
Francisco da Chagas, 10 anos, há mais de um ano faz tratamento do Ceir e nunca havia competido nenhuma prova olímpica. O garoto surpreendeu na atuação, conquistando o segundo lugar em uma das provas de nado crawl.
“Meu filho foi um ídolo. Eu não parei de vibrar, gritar e aplaudir enquanto ele estava nadando, fiquei muito feliz por vê-lo nadar daquela forma e saber a felicidade que ele sentiu”, conta empolgada a mãe de Francisco, Solange da Silva.
Todos os atletas que competiram na natação serão premiados pelo ótimo desempenho conquistado na modalidade. “Os nossos atletas treinaram em uma piscina de 10 metros e competiram em uma de 25 metros. Foi surpreendente e uma grande alegria ver o resultado de todos que competiram, se esforçaram e, além de tudo, se superaram. Todos os profissionais e pacientes da reabilitação física do Ceir estão de parabéns” diz o educador físico, Childerico Robson.
Ele destaca que a prática de atividade física e/ou esportiva por pessoas com deficiência pode proporcionar ao atleta testar seus limites e potencialidades, além de prevenir as enfermidades secundárias à sua deficiência e promover a integração social do indivíduo.
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