FUTSAL abre a Paraolimpíada Estadual

Futsal de sino, este foi o jogo de abertura, hoje (31) da 1° Paraolimpíada do Piauí de 2011. O time da Associação dos Cegos do Piauí (ACEP) enfrentou a equipe da Associação dos Deficientes Visuais de Timon (ADEVIT). Uma partida animada que trouxe emoção para o público que foi assistir ao jogo na quadra da ACEP.

Em um jogo disputado minuto a minuto, a equipe da ACEP marcou dois gols contra a ADEVIT, ainda no primeiro tempo, ganhando o primeiro jogo da Paraolimpíada. O que mais admirava a torcida é o fato de nenhum jogador demonstrar temor nas disputas de bola ou em ir atrás da bola, todos se entregam ao esporte sem nenhum medo de sofrer uma contusão.

O jogador Paulo Henrique, 25 Anos, autor dos dois gols pela ACEP, relata que ao entrar em campo esquece todos os medos e somente pensa em se entregar na disputa. “Há três anos treino na ACEP e estou muito entusiasmado com o caminho que minha equipe segue, vamos treinar ainda mais para chegarmos ao Norte/ Nordeste completamente preparados”.  Os jogadores da ACEP participarão dos jogos Norte/Nordeste em São Luís.

Esporte é chamado de Futsal de Sino por causa do tipo de bola usada na competição. Ela é adaptada com um sino em seu interior, para que o atleta (deficiente visual) possa localizá-la através do som que é emitido toda vez que a bola é tocada. Outra particularidade da competição é que a torcida fica em silêncio durante o jogo. No Futsal de Sino, apenas os goleiros enxergam.

A segunda competição foi o Badminton e os jogos aconteceram no SESC Ilhotas, totalizando 32 partidas. Cadeirantes e deficientes intelectuais disputaram os jogos nas categorias simples e duplas. Os deficientes auditivos da Associação de Badminton do Grande Dirceu (ASBAGDI) foram prestigiar o evento e puderam participar de jogos para conhecer o esporte. A modadlidade para deficientes auditivos não possui regulamento para disputas oficiais.

Maurílio Oliveira, atleta de Badminton (Equipe da Associação de Badminton do Grande Dirceu- ASBAGDI) e de basquete em cadeira de rodas (Equipe da Associação dos Cadeirantes dos Município de Teresina- ASCAMTE), revela que sua vida mudou após o acidente que o deixou em uma cadeira de rodas, com doze anos de lutas e adaptações, mas admite ter sido para melhor, e agradece o fato, pois sua vida está tomando novos e promissores rumos. “Meus desafios não param, tenho apoio da minha família e meu lema é superação é a soma de todos os nossos sonhos.”, afirma Maurílio.

Fonte: http://campeonatopiauiense.futblog.com.br

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