Trampolim instalado em lugar inadequado

Com o intuito de passar um fim de semana agradável, meu filho Eduardo e a namorada Paula alugaram uma cabana num balneário a 20 km do centro de Santa Cruz. Foram para lá no sábado, 29 de janeiro. No domingo, conforme relato de Paula, por volta das 14 horas, o Eduardo sofreu um acidente ao saltar de um trampolim, dentro do complexo. Deve ter batido a cabeça em pedras ou similar.

A água turva não deixava ver o que tinha no fundo. O acidente foi muito grave e Eduardo ficou sem movimento nos braços e pernas. O resgate demorou duas horas.

No dia 3 de fevereiro, quinta-feira, foi submetido a uma cirurgia delicada visto que constatado lesão medular na altura da nuca, no Hospital Santa Cruz, pelo dr. Telmo Tiburcio e equipe. No dia 9 de fevereiro Eduardo teve alta, mas com sequelas irreversíveis. Acreditamos que, com o tempo, a fisioterapia irá amenizá-las.

Queremos agradecer aos funcionários do Hospital Santa Cruz, indistintamente, pelo bom atendimento. Ao dr. Telmo, a nossa eterna gratidão. Profissional competente e dedicado dentro da sua simplicidade. Enfim, a todos que de uma forma ou outra se solidarizaram para que tudo transcorresse da melhor forma possível.

Queremos nos dirigir, também, a duas pessoas anônimas que, segundo Paula, foram muito importantes na ocasião do acidente: o rapaz que resgatou o Eduardo da água e a moça que se dizia técnica em enfermagem, ambos frequentadores do local. A nossa admiração.

Ao(s) proprietário(s) do balneário, a nossa indignação pelo total desinteresse pelo caso. Segundo Paula, entre o acidente e o resgate (2 horas) o(s) proprietário(s) não foram vistos por ela. Aliás, desinteresse comprovado em contato, de nossa parte, com o balneário no dia 2 de fevereiro, por telefone, quando a pessoa que atendeu se disse proprietário e ao identificar-me, logo “disparou”:

“eu não tenho nada a ver com isso, procura teus direitos”. Quero dizer a esse senhor, por aqui, já que ele desligou o telefone, que o meu direito é ter o meu filho vivo. E que por ter havido a mão divina, esse direito não me foi tirado por um trampolim instalado em lugar inadequado, dentro do seu balneário.

Fontes: Gazeta do Sul e Ser Lesado

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