Unisanta incentiva atletas da paranatação

A Unisanta conta com a participação de atletas muito especiais. São os nadadores com deficiências físicas e visuais de sua equipe. Entre os destaques estão Carlos Farrenberg, 31 anos, deficiente visual, recordista mundial em piscina curta (25 metros) em 2010, e Gilvan Andrade dos Santos, 25 anos, deficiente físico, destaque da equipe nacional.

Carlos Farrenberg competiu no Open de Berlim, ocorrido no mês de abril, conquistando o primeiro lugar nos 100 m livres (com o tempo de 00:56,00) e, segundo lugar nos 50m livres (com o tempo de 00:25,51) na classe S13. O campeonato realizado na capital alemã, um dos mais importantes do ano, reuniu milhares de paraatletas de vários países.

A disputa é considerada uma preparação do Brasil visando à participação no Parapan de Guadalajara em novembro. As marcas feitas valeram para o ranking internacional, que abrirá vagas para Londres 2012 e Rio 2016.

Conforme o Comitê Paraolímpico Brasileiro (CPB) existem modalidades em disputa por atletas portadores de deficiências, divididos em classes ou em categorias funcionaisde acordo com a limitação de cada um, para que haja equilíbrio.

Para o técnico da paranatação da Unisanta, Renato Monteiro Bartholo as pessoas com deficiências são muitas vezes discriminadas pela sociedade e desmotivadas pela sua própria condição existencial.

As Paraolimpíadas são uma oportunidade para elevar a autoestima dessas pessoas. “Além de provar o seu valor como atleta e cidadão, eles ganham uma melhor qualidade de vida, principalmente aqui em Santos, onde há um grande número de jovens acidentados de moto e bicicleta”, diz Bartholo.

Paranatação: a superação do limite – A paranatação vem aumentando o prestígio junto à mídia. Isso tem proporcionado oportunidades de competição esportiva para aqueles que, superando as inúmeras dificuldades, treinam duramente. Um exemplo é o atleta da Unisanta, Gilvan Andrade dos Santos, 25 anos, destaque da equipe nacional em 2010.

Gilvan, que é funcionário da faculdade, faz questão de agradecer a oportunidade. “Atualmente, ele busca uma vaga nos próximos jogos regionais”, comenta o técnico.

A inclusão é um fator muito importante. Há atletas com lesão medular, poliomielite, amputação de pernas e de braços e deficiência visual. “Muitas pessoas desconhecem a possibilidade de vir a se tornar um paraatleta, pois há muito pouca divulgação. Quando descobrem essa possibilidade, há uma imensa vontade de melhorar a qualidade de vida. Eles chegam a superar o esforço de um atleta normal”, diz Bartholo. Atualmente a Unisanta conta com uma equipe de cerca de 15 paraatletas.

Bartholo conta o caso de uma jovem de 19 anos, que por desleixo médico, acabou ficando cega pela falta de um exame de sangue de glicemia. “Não detectaram que ela estava com diabetes e após três meses ela ficou cega”. Depois de perder o chão, ela buscou reorganizar sua vida e descobriu na natação o seu futuro. “Muitos deficientes chegam a dizer que a vida deles hoje é melhor do que quando tinham tudo”, acrescenta.

Mesmo quem não aspira ser atleta, pelo menos pode encontrar inspiração e coragem nas histórias dos paraatletas. “O atleta paraolímpico antes de competir em alguma categoria tem que competir com ele mesmo. Sem dúvida, superar esse primeiro obstáculo é uma grande premiação”.

Fonte: Unisanta Online por Rejane Sarmento



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