Atletismo adaptado promete levantar o Brasil nas Paraolimpíadas de Londres

Após fazer a melhor campanha na história dos mundiais de atletismo paraolímpico, o Brasil sonha com dias de glória nas próximas Paraolimpíadas. Foram conquistadas, em janeiro, em Christchurch (Nova Zelândia), 30 medalhas, sendo 12 de ouro, 10 de prata e oito de bronze, o que deixou o país em terceiro lugar no quadro geral, atrás apenas da China (21 ouros, 22 pratas e 15 bronzes) e da Rússia (18 ouros, 11 pratas e seis bronzes) e à frente da Grã-Bretanha (12 ouros, nove pratas e 17 bronzes), que sediará os Jogos de Verão, no ano que vem.

Em plena preparação para o Parapan-Americano de Guadalajara (México), em novembro, o presidente do Comitê Paraolímpico Brasileiro (CPB), Andrew Parsons, contou ao Correio que tem planos ousados para a Seleção em Londres-2012, já de olho também no Rio de Janeiro-2016. “Em Guadalajara, queremos repetir o resultado que conseguimos em 2007, no Parapan do Rio, quando ficamos em primeiro lugar. Nas Paraolimpíadas, nossa intenção é ficar em sétimo em Londres e em quinto no Rio”, explicou. “A previsão era ficar entre os 10 primeiros no Mundial de Atletismo e ficamos em terceiro. Isso é um bom sinal. Superamos o número de medalhas conquistadas em Pequim (2008), quando tivemos quatro ouros e fomos com um número maior de atletas”, comparou.

Mesmo otimista, Parsons demonstra um pouco de apreensão. A pouco mais de um ano das Paraolimpíadas de 2012, o CPB não dispõe de todos os recursos necessários. “Ainda não temos dinheiro para uma preparação ideal nas 20 modalidades do programa de Londres. Fizemos um levantamento com as confederações e precisamos de aproximadamente R$ 70 milhões por ano até 2016. Hoje temos, aproximadamente, R$ 30 milhões. Em 2011, teremos uns R$ 8 milhões a mais, mas ainda não é o suficiente. A solução seria a parceria com a iniciativa privada. Enquanto não conseguimos isso, nos adaptamos com os recursos que temos”, completou.

Fonte: Final Sports

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