Inaugurado projeto de natação paraolímpica em Juiz de Fora

Juiz de Fora deu o primeiro passo para competir na Paraolimpíada de 2016, nesta segunda-feira, 18, com a inauguração do projeto “Superação Aquática”, que forma uma equipe de natação, integrada por pessoas com deficiência física e mental. Desenvolvido pela Prefeitura de Juiz de Fora (PJF), por meio da Secretaria de Esporte e Lazer (SEL), em parceria com a Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), o projeto é pioneiro na cidade e visa formar uma equipe de para-atletas, para disputar campeonatos regionais, estaduais, nacionais e internacionais.

O grupo é formado por 12 alunos, encaminhados pelos programas Gente em Primeiro Lugar e JF Esporte e Cidadania, pela Apae e pelo Imep. As aulas serão realizadas na piscina do Centro Olímpico da Faculdade de Educação Física e Desportos (Faefid) da UFJF, às segundas, quartas e sextas-feiras, das 15h às 17h. A equipe conta dois treinadores e a colaboração de quatro estagiários, estudantes de Educação Física. Um dos professores é Gerson de Oliveira, atleta há 48 anos, professor de natação há mais de 36 e treinador da atleta Larissa Martins Oliveira, que faturou o ouro nos Jogos Pan-americanos Escolares e em outras competições nacionais e internacionais. A outra treinadora é Karla Belgo, que além de professora de Educação Física, tem formação em psicologia e pedagogia.

Durante o treinamento, é possível observar o clima de alegria que já começa fora da piscina, com o encontro de familiares e atletas, que se reúnem para conversar e trocar experiências. Já no aquecimento, o professor começa a trabalhar a mudança do clima de recreação para o da disciplina de treinamento. Enquanto aquecem e treinam, os atletas interagem entre si, apoiando uns aos outros, descobrindo as limitações e potencialidades de si mesmos e do outro e, dessa forma, aprendem a dominar os próprios caminhos, conquistando maior independência física e psíquica.

De acordo com o professor Gerson, o trabalho que se inicia começa desde os fundamentos básicos da natação. “Estamos fazendo todo o mapeamento da equipe, para depois integrar os atletas nas diversas subcategorias paraolímpicas. Trabalharemos as necessidades individuais de cada um, para que possamos montar uma equipe altamente competitiva”, explica o professor. “O projeto vai crescer, a intenção é termos cerca de 25 atletas. Temos cinco anos para trabalhar e inserir Juiz de Fora nas paraolimpíadas”, afirma o treinador. De acordo com ele, além de uma equipe maior, os treinamentos deverão ocorrer durante toda a semana, com a colaboração de estagiários das áreas de fisioterapia e psicologia.

A professora Selene de Oliveira, mãe do aluno Cainã de Oliveira, 17 anos, do Bairro Benfica, comemora a inserção do filho na equipe. “É um desafio para nós dois. Todos os pais ficam na expectativa de ver o filho competindo e se sentem orgulhosos por isso. Receber uma medalha é gratificante para ele, que se sente valorizado, importante e realmente útil. Meu filho vai desenvolver a disciplina, aprender limites e melhorar a coordenação motora”, salienta Selene. “Aqui eles aprendem a ganhar e a perder, apesar de que eles entram mesmo é para ganhar. O esporte é fundamental, pois ensina tudo”, afirma a mãe do garoto.

Fonte – JF Notícias

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