Três atletas da Seleção Brasileira Paraolímpica de treinam em Brasília

A Seleção Brasileira Paraolímpica de Tênis embarcou, no último fim de semana, rumo à África do Sul, onde a delegação formada por seis atletas, com três deles sediados em Brasília, participará do Campeonato Mundial Paraolímpico.

Atleta mais jovem da delegação brasileira, Natália Mayara da Costa, pernambucana radicada em Brasília, é a número 1 do ranking nacional de tênis em cadeira de rodas. Aos 17 anos, ela afirma que está pronta para o Mundial. “Estou treinando muito para isso”, diz a competidora, que realiza treinos duas vezes por semana no Centro de Treinamento de Educação Física Especial (Cetefe). Os trabalhos tentam não atrapalhar as aulas do 3º ano do ensino médio. Afinal, daqui a pouco, também tem vestibular. “No começo, estava muito difícil, mas agora estou conseguindo conciliar”, conta.

Apesar de não ter direito a escolher adversárias, Natália torce para não enfrentar uma certa rival holandesa, logo na primeira fase. “A gente não conhece o local, não conhece nada. Vai ser complicado. Atletas de todo o mundo estarão lá, inclusive a Esther Vergeer, da Holanda, que é a melhor do mundo”, conta.

Além de Natália, estarão na África do Sul os brasilienses Rejane Cândida (segunda colocada no ranking brasileiro) e Carlos dos Santos, o Jordan, número 1 da lista nacional. Completam a Seleção os atletas mineiros Daniel Rodrigues (2º), Rafael Medeiros (4º), além do paulista Maurício Pomme (3º).

Quem é ela
Nome: Natália Mayara Azevedo da Costa
Nascimento: 3 de abril de 1994
Local: Recife (PE)
Categoria: open (comprometimento dos membros inferiores)

Principais títulos: campeã individual e em dupla mista nos Jogos Parapan-Americanos na Colômbia (2009); vice-campeã no BH Open Wheelchair (2009 e 2010); medalha de rata no Master Cup Juvenil (2010); campeã brasileira do Brasil Open (2009); vencedora da Master Cup Brasil (2011); e campeã Minas Brasil Open (2011)

Escalações definidas para o torneio

Por contar com apenas duas atletas, a escalação para os jogos femininos é obvia. Natália Mayara e Rejane Cândida atuarão individualmente e em parceria. No masculino, a delegação brasileira tem quatro jogadores de ponta. Os dois primeiros do ranking, Jordan e Daniel, farão as partidas individuais. Na competição por duplas, Jordan jogará com Maurício. “O Rafael, que é mais novo, vai para ganhar experiência”, afirma o técnico Wanderson Cavalcante.

A meta do grupo é obter a inédita classificação para a fase final do torneio. “Pelo nível dos jogadores brasileiros, que tem aumentado bastante devido ao número de atletas iniciados no esporte e a quantidade de torneios que eles estão disputando, é possível”, diz o treinador.

A delegação brasileira ficará na África do Sul até 3 de maio. Antes do Mundial, que terá duração de uma semana, será realizado um torneio de preparação de cinco dias, também na África do Sul. “Esse intercâmbio vai favorecer muito os atletas, porque o Brasil é um país que está longe dos grandes centros”, finaliza Wanderson Cavalcante.


Saiba mais

Melhor de três partidas
O formato de disputa é bem parecido com o da Copa Davis, maior competição por equipes no tênis. No Mundial Paraolímpico, no entanto, os países se enfrentarão em uma série melhor de três partidas (dois jogos de simples e um de dupla), em vez de cinco (quatro jogos de simples e um de dupla). Os vencedores se classificam para a próxima fase. Esse é o grande sonho do Brasil.

Estatísticas e curiosidades

Ambição modesta
No ano passado, o Brasil conquistou o nono lugar no Mundial Paraolímpico de Tênis — melhor colocação do país na história. O objetivo de 2011 é terminar entre as oito primeiras nações. Ou seja, vencer ao menos dois dos três jogos iniciais e superar a primeira fase.

Fonte: Superesportes