Saiba mais sobre a dança esportiva em cadeira de rodas com Michelle Barreto

Hoje, o Blog Paraolímpicos destaca a dança esportiva em cadeira de rodas. O trabalho cresceu no Brasil nos últimos anos e as federações de todo mundo tentam colocar a modalidade do calendário das Paraolimpíadas. A entrevista é a especialista e professora Michelle Barreto.

Natural de Juiz de Fora (MG), ela é formada em educação física adaptada e atua como professora do curso de Educação Física em Lavras (MG) e também no curso de Especialização e Aperfeiçoamento em Educação Física para Pessoas com Deficiência na Universidade Federal de Juiz de Fora (MG).

Michelle atua na Confederação Brasileira de Dança em Cadeira de Rodas, como árbitra e mesária, por isso não tem equipe fixa.

Veja o que Michelle disse sobre a dança esportiva em cadeira de rodas:

Blog Paraolímpicos – Qual é o cenário da dança adaptada no Brasil? Locais para pratica e nível internacional dos atletas?

MB – A dança esportiva em cadeira de rodas é uma modalidade que é praticada no Brasil há 10 anos e as equipes vêm crescendo continuamente. Podemos destacar no País as equipes de Salvador, João Pessoa, Rio de Janeiro, Santos, Mogi das Cruzes e Uberaba, que estão na modalidade desde sua implantação. Nossas participações internacionais começaram no ano de 2004, por iniciativa dos atletas de Salvador – Anete e Cabral – e a partir de então os atletas brasileiros estão ampliando suas participações com  o apoio da CBDCR. Outra participação importante dos brasileiros nos eventos internacionais é enquanto pesquisadores, pois não há em outros países o interesse por pesquisa nessa área.

Blog Paraolímpicos – O que falta para mais cadeirantes participarem dessa arte?

MB – Falta um pouco mais de divulgação do esporte, mas há também uma questão cultural. Pois a dança esportiva não é algo cultural do Brasil, por isso faltavam informações, atletas andantes e mão de obra qualificada para trabalhar esses atletas.

Blog Paraolímpicos – A modalidade é paraolímpica? Se não for, o que falta para ser?

MB – A modalidade não é paraolímpica, primeiramente porque ainda não há um número suficiente de países praticando oficialmente a modalidade e também porque o IPC julga que ainda há problemas nas regras e arbitragem do esporte. Questões estas que são amplamente discutidas nos fóruns de dança esportiva  em cadeira de rodas.

Blog Paraolímpicos – Fale um pouco mais da sua experiência como especialista no assunto.

MB – Sempre trabalhei com dança para pessoas com deficiência, desde o período da minha graduação e foi nessa área que decidi me especializar. Nessa busca encontrei a professora Eliana Lucia Ferreira, presidente da CBDCR, com quem fui fazer mestrado na Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), estudando a história dessa modalidade no país. A partir de então me envolvi intensamente com a modalidade fazendo cursos de arbitragem, conhecendo a classificação funcional e também a técnica do esporte. Além do mais tive a oportunidade de fazer cursos no exterior, participar dos campeonatos e realizar pesquisas sobre o esporte.

Blog Paraolímpicos – Qual é o feedback obtido dos deficientes?

MB – Os atletas brasileiros têm muita garra e um diferencial dos atletas de outros países. A ginga brasileira certamente torna nossos atletas especiais. Mas a falta de patrocínio muitas vezes impede que estes atletas se dediquem exclusivamente a modalidade, e tenham que trabalhar e estudar, além de treinar. Mas dentro da realidade do País, os atletas têm um bom desempenho.

Blog Paraolímpicos – O que significa esse esporte na sua vida?

MB – Bem, além de ser a fonte de inspiração para minhas pesquisas, pois é o que eu pretendo estudar também em meu doutorado, é muito importante para mim fazer parte desse esporte em ascensão. Por isso me dedico a ministrar cursos, estudar e divulgar a dança esportiva em cadeira de rodas no País.

Mais informações pelo email da CBDCR: cbdcr@cbdcr.org.br e também pelo e-mail da Michelle: michelleabarreto@hotmail.com

A CBDCR oferece um curso sobre dança em cadeira de rodas, em uma parceria da CBDCR e UFJF, que será totalmente gratuito e a distância, sendo certificado por essa universidade.

As inscrições estarão abertas a partir do dia 14/04 e as informações podem ser consultadas no site: www.cbdcr.org.br.

 

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