Atletas de futsal do Paraná Clube têm encontro com medalhista paraolímpica

Medalhista paraolímpica e mundial, a nadadora Verônica Mauadie de Almeida falou, nesta quarta-feira, 13, para um público diferente: os jogadores de futsal do Paraná Clube. O encontro, promovido pelas Loterias CAIXA em parceria com a prefeitura de Curitiba, foi no Centro de Referência Qualidade de Vida e Movimento. Também participaram da palestra atletas da para-bocha.

“Fico muito feliz em falar para atletas. Sempre fui atleta. Desde os três anos de idade pratiquei a natação”, ressaltou Verônica logo no início da conversa.

A baiana de 35 anos contou toda sua trajetória, desde a notícia de que possuía uma doença degenerativa rara até o tratamento que lhe mantém viva, passando pela conquista da medalha paraolímpica.

Cadeirante há apenas quatro anos, Verônica é formada em educação física há 12 anos e era coordenadora de uma grande academia quando descobriu que tinha a Síndrome de Ehlens Danlos.

“No Brasil sou só eu e no mundo só três pessoas com essa doença degenerativa rara que, geralmente, mata em dois anos”, conta.

“Em 2007, quando descobri, comecei a andar de muletas e o médico me alertou que ficaria na cadeira de rodas rapidamente. Em três meses, dormi andando e acordei sentada.”

Verônica contou do preconceito que sofreu quando teve que usar a cadeira de rodas.

“Fui demitida da academia. O dono, médico, alegou que ele vendia qualidade de vida e, na cadeira de rodas, eu não servia mais para a academia”, recorda.

Com o diagnóstico de que teria apenas mais um ano de vida, Verônica voltou para natação e encontrou um tratamento experimental na França. Os resultados vieram, depois de muita persistência. Em 2008, a nadadora foi a última convocada para a seleção brasileira que disputaria as Paraolimpíadas de Pequim.

Fonte: CPB

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