Após descobrir Parkinson, ex-triatleta se aventura na Travessia dos Fortes

Um exemplo de superação. A frase é batida, mas bem poderia ser o título do livro da vida de Susana Schnarndorf. A gaúcha radicada no Rio de Janeiro foi campeã brasileira de triatlo, disputou os Jogos Pan-Americanos de 1995 e participou de três IronMans, a principal competição de triatlo do mundo. Tudo isso antes de descobrir que era portadora do Mal de Parkinson, em 2009. A doença degenerativa afetou o lado esquerdo do corpo e acabou afastando a atleta do seu esporte favorito. Mas ela não se entregou e se dedicou à natação paraolímpica. Na Travessia dos Fortes de 2011, Susana irá disputar a categoria de portadores de deficiência e irá nadar por 3,35km de Copacabana ao Leme. Será a segunda experiência dela na prova, mas a primeira como para-atleta. Ela estreou na competição apenas um ano antes de diagnosticar a doença.

– Eu nado desde pequena, desde a idade dos meus filhos. Sempre fui muito ligada ao esporte: nadei primeiro, depois fui triatleta vários anos. Agora, depois de ter esse problema físico, eu comecei na paranatação. Estou treinando mais para prova de piscina, mas quando tem travessias, eu disputo também, porque eu gosto bastante de nadar no mar. Eu tenho todo o lado esquerdo comprometido, não tenho os movimentos da mão, o braço é dificil de mexer, é uma rigidez muscular. Eu nado mais com o lado direito, o esquerdo é mais arrastado: ele atrapalha, mas eu tento esquecer isso. Entro na água, treino e mantenho o foco para chegar lá – disse.

Além de para-atleta, Susana ainda é mãe de três novos triatletas. Os filhos – todos com nomes havaianos – Kaillani, de 13 anos, Kaipo, de 9, e Maila, de 5, já competiram várias vezes e mostraram muito orgulho da superação da mãe. Eles são frutos do relacionamento da gaúcha com o marido também triatleta.

Fonte: Globo.com

 

 

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