Projeto garante futuro aos paraatletas paraenses

Sem pistas de corrida, sem material de treino e sem dinheiro, mais um projeto esportivo revelou atletas no Pará, assim como em muitas realidades espalhadas pelo Brasil. Desta vez, a cidade foi Ulianópolis, sudeste do Estado, onde um fisioterapeuta decidiu que, ao seu redor, crianças e adolescentes poderiam brilhar no esporte e na escola, ao contrário do que se vê em muitas cidades do interior do Pará.

O carioca Paulo Andrade foi morar na cidade e decidiu criar o projeto ‘Estrelas do Futuro’, em que crianças e adolescentes treinam esportes de atletismo e têm orientações sócio-educativas. E sem apoio, algum resultado? Medalhas estaduais e nacionais e participação no Circuito Loterias Caixa Brasil Paraolímpico de Atletismo, Halterofilismo e Natação, além de lições que transbordam o limite do esporte.

Nesta quinta-feira, Paulo Andrade esteve em Belém, com um paraatleta de Ulianópolis, Felipe Sena, de 17 anos, que estava de partida para Fortaleza (CE), onde participa neste final de semana do Circuito Loterias Caixa Brasil Paraolímpico de Atletismo, Halterofilismo e Natação. Mas, assim como o projeto do qual participa, Felipe é resultado de trabalho e união. O atleta teve um quadro de paralisia cerebral, o que causou um dano irreparável nas pernas, deixando seu andar desajeitado. Além disso, a doença causou uma falha no seu desenvolvimento cognitivo, impedindo que ele avançasse nos estudos comos as outras crianças.

Felipe Sena conheceu o fisioterapeuta Paulo Andrade no hospital municipal de Ulianópolis, já que o adolescente tinha de fazer fisioterapia por conta da doença. Com o tempo, o profissional observou que a deficiência nos membros inferiores obrigou o rapaz a se apioar nos braços, a utilizar os membros superiores como auxílio nas atividades cotidianas, e o fisioterapeuta viu além do paciente. Convidou Felipe para treinar no projeto em provas de arremesso de peso e disco.

O atleta começou o trabalho em fevereiro do ano passado, e já conquistou medalhas de ouro e foi homenageado na escola em que estuda. ‘Antes do projeto, o máximo que eu fazia de esporte era brincar de bola, mas só por diversão mesmo. Hoje o treino de segunda a sábado, três dias na academia e três dias na rua’, conta o paraatleta.

Fonte: O Liberal

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